Fogo Eterno

Botafogo 4 x 0 Atlético-MG: Isto é o futebol

07amThu, 24 Jul 2008 00:11:17 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

De antemão, aviso: por motivo profissional, não pude ver o jogo; tive que sofrer pelo tempo real da internet. Mas, de acordo com o relato dos Pereirinhas e de amigos, o primeiro tempo foi sofrível e na segunda etapa, o time deslanchou.

Mas vocês não ficarão sem a crônica da partida, em breve aqui no Fogo Eterno, assinada por um nome de categoria. E, claro, com a colaboração de vocês, inclusive na escolha do Herói do Jogo.

Da minha parte, apenas um comentário: em quatro dias, mais uma prova da imprevisibilidade do futebol. 

No domingo, jogamos muito bem e perdemos a partida. Nessa quarta, não fomos tão bem e goleamos: 4 x 0. Claro que os adversários têm qualidade técnica diferente, mas…  

Independente disso, essa vitória veio na hora certa!

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Carlos Alberto ou Lúcio Flávio?

07pmTue, 22 Jul 2008 22:28:32 +0000ço 22, 2008 · 5 Comentários

                           

 Ney Franco decidiu sacar Jorge Henrique do jogo dessa quarta-feira contra o Atlético-MG.

Será, portanto, uma boa oportunidade para ver o que Carlos Alberto e Lúcio Flávio produzem em conjunto.

Diferentes temperamentos, formas diferentes de jogar, estilos beeeeeem diferentes de levar a vida.

E a mesma função: contribuir decisivamente, com passes ou chutes, para os gols alvinegros. 

Nesse momento, acredito que o Botafogo precisa mais do estilo enérgico e vai-encarar do CA do que do bom-mocismo estóico e conformado do LF. E o segundo tempo contra o São Paulo retratou com exatidão essa necessidade. Quem sabe, porém, os dois não se complementam como no símbolo do taoísmo?

Mas, ao contrário de parte da expressiva torcida alvinegra, não desejo banco eterno, muito menos a dispensa do atual capitão do time. Pelo contrário: acredito que L.Flávio, no segundo tempo, pode desempenhar papel importante na partida.

De toda forma, apesar das incríveis falhas de finalização, preferia que o Jorge Henrique continuasse como titular, pois há pelo menos quatro partidas (desde o anúncio da contratação do Gil…) ele tem se movimentado bastante e se mostrado novamente um atacante capaz de entortar a marcação adversária. Lúcio ou Zé Carlos deveriam ser sacados para a entrada de Carlos Alberto.

 Quanto a Gil entre os titulares, por enquanto…aquele abraço!

 

Acréscimo auto-celebrativo: A nota sobre Carlos Ying Alberto e Lúcio Yang Flávio foi o post de número 300 do Fogo Eterno. E o número de acessos ultrapassou 15 mil. Valeu a todos, leitores e co-autores! Aguardem, em breve, uma mini-retrospectiva do ano alvinegro até agora!

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Crônicas do Pereirão - O Botafogo e Eu (*)

07pmTue, 22 Jul 2008 17:49:12 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

C.Pereira

Que partilhamos defeitos e qualidades comuns, não há dúvida. Nos meus torneios, quando mais preciso manter os números do placar, bobeio num lance, faço gol contra, comprometo, tal qual o Botafogo, numa difícil campanha.

A mim e a ele soem acontecer sumidouros de depressão, dos quais irrompemos eventualmente para a euforia de uma tarde luminosa.

Sou preto e branco também, quero dizer, me destorço para pinçar nas pontas do mesmo compasso os dualismos do mundo, não aceito o maniqueísmo do bem e do mal, antes me obstino em admitir que no branco existe o preto e no preto, o branco.
Sou um menino de rua perdido na dramaticidade existencial da poesia; pois o Botafogo é um menino de rua perdido na poética dramaticidade do futebol.
Há coisas que só acontecem ao Botafogo e a mim. Também a minha cidadela pode ruir ante um chute ridículo do pé direito do Escurinho.
O Botafogo tem uma sede, mas esqueceu a vida social; também eu só abro os meus salões e os meus jardins à noite silenciosa.
O Botafogo é de futebol e regatas; também eu sou de bola e de penosas travessias aquáticas.
O Botafogo é um clube com temperamento amadorístico, mas forçado, a fim de não ser engolido pelas feras, a profissionalizar-se ao máximo; também sou cem por cento um coração amador, compelido a viver a troco de soldo.
Reagimos ambos quando menos se espera; forra-nos, sem dúvida, um estofo neurótico. Se a vida fosse lógica, o Botafogo deixaria de levar o futebol a sério, fechando suas portas; eu, se a vida fosse lógica, deixaria de levar o mundo a sério, fechando os meus olhos.
O Botafogo é capaz de quebrar lanças por um companheiro injustiçado pela Federação; eu aguardo a azagaia de uma justiça geral.
O Botafogo pratica em geral o 4-3-3; como eu, que me distribuo assim em campo: no arco, as mãos, feitas para proteger minha porta; na parede defensiva, meus braços, meu peito aberto, meus joelhos e meus pés; no miolo apoiador, trabalho com os pulmões e o fígado; vou à ofensiva com a cabeça, a loucura e o coração. Falta um, Zagalo. Em mim, essa energia sem colocação definida é a alma, indo e vindo, indistinta, atônita, sarrafeada, desmilingüindo-se até o minuto final.
O Botafogo é capaz de cometer uma injustiça brutal a um filho seu, e rasgar as vestes com as unhas do remorso; como eu.
O Botafogo põe gravata e vai à macumba cuidar de seu destino; eu meto o calção de banho e vou à praia discutir com Deus.
O Botafogo não se dá bem com os limites do sistema tático; tem que ser como eu, dramaticamente inventado na hora.
Miguel Ângelo é botafogo, Leonardo é flamengo, Rafael é fluminense; Stendhal é botafogo, Balzac é flamengo, Flaubert é fluminense; Bach é botafogo, Beethoven é flamengo, Mozart é fluminense. Sem desfazer dos outros, é com eles que eu fico, Miguel, Henrique, João Sebastião. Dostoiévski é Botafogo, Tolstói é flamengo (na literatura russa não há fluminense); Baudelaire é fluminense, Verlaine é flamengo, Rimbaud é Botafogo; Camões não é vasco, é flamengo, Garrett é fluminense, Fernando Pessoa é Botafogo. Sim, Machado de Assis é fluminense, mas no fundo, no fundo, debaixo da capa cética, Machado, um bairrista, morava onde? Laranjeiras!
O Botafogo é paixão, é Brasil, é confusão;  Paulo Mendes Campos é paixão, Brasil, confusão.
O Botafogo conquistou um campeonato esmagando inesperadamente o Fluminense de 6 x 2; uma vez, enfrentei um dragão enorme e entrei no castelo encantado.
O Botafogo, às vezes, se maltrata, como eu; o Botafogo é meio boêmio, como eu; o Botafogo sem Garrincha seria menos Botafogo, como eu; o Botafogo tem um pé em Minas Gerais, como eu; o Botafogo tem um possesso, como eu; o Botafogo é mais surpreendente do que conseqüente, como eu; ultimamente, o Botafogo anda cheio de cobras e lagartos, como eu.
O Botafogo é mais abstrato do que concreto; tem folhas-secas; alterna o fervor com a indolência; às vezes, estranhamente, sai de uma derrota feia mais orgulhoso e mais Botafogo do que se houvesse vencido; tudo isso, eu também.
Enfim, senhoras e senhores, o Botafogo é um tanto tantã (que nem eu). E a insígnia de meu coração é também (literatura) uma estrela solitária.

(*) Gostaria muito de ter escrito essa crônica. Lamento não ter o talento de Paulo Mendes Campos, seu autor, um dos mais famosos cronistas brasileiros e um dos grandes torcedores que já teve o Glorioso, para expressar -  com tanta emoção -   o que milhões de alvinegros sentem quando se trata de Botafogo.

Pela transcrição,

C. Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem, e presenteou seus filhos com a coleção “Para gostar de ler”, que incluía, no início, crônicas de Rubem Braga, Carlos Drummond e dos alvinegros Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos. Quatro craques das letras.

PS: Eu, o Pereira, considero esse o maior texto já escrito sobre o que é ser Botafogo. Nem mais, nem menos. Grande lembrança do Pereirão!

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Sportv ou SPTV? O Mundo de Milton Morumbi

07pmMon, 21 Jul 2008 17:17:31 +0000ço 22, 2008 · 3 Comentários

                        

Bom, eu já tinha prometido não me aborrecer mais com as transmissões no esquema pay-per-view desde as descaradas torcidas dos comentaristas locais nos jogos contra o náutico e o Vitória - nesse último, o tiozinho com o microfone na mão chegou a dizer que o André Luiz voltava ao time ”depois de ter agredido a polícia pernambucana” (sem comentários).

Nem iria comentar novamente o acinte que representa para um torcedor alvinegro a presença de Júnior, ídolo rubro-negro, como comentarista de flamengo x Botafogo - espero que o fato não se repita no próximo domingo.

Mas ontem, no Morumbi, o Sportv ultrapassou todos os limites do razoável.

 Pra variar, o Milton Leite, jornalista que encara o futebol como times-de-são-paulo-contra-o-resto-do-Brasil, só tinha olhos para o time da casa. Dois exemplos altamente reveladores de como o Milton vê o mundo a partir do Morumbi:

# Bola alçada na área alvinegra, Castillo sai em falso e Milton Leite comenta, com ironia: “O goleiro estava perdidaço”. Ora, jamais você ouviu o locutor em questão chamar Rogério Ceni de “o goleiro”, Muricy de “o técnico” ou Alex Silva de “o zagueiro”. Todos são (bem) tratados pelo nome próprio, o que denuncia não só conhecimento e respeito, mas intimidade. Até porque, num desses Bem Amigos da vida, o Ceni revelou que tinha autografado uma camisa tricolor para a filha do chapa Milton.

# Por três vezes consecutivas, o narrador chamou Jorge Henrique de Jorge Wagner. Ato falho? Freud explica: o São Paulo não sai da cabeça do Milton Morumbi.

Além disso, antes de dar o braço a torcer e reconhecer a superioridade alvinegra nas ações da partida, o comentarista (?) Müller analisava o jogo da seguinte maneira: “O São Paulo tem que estar atento, tem que se cuidar…”.

Sem contar os repórteres de campo revelando cada pedido de Muricy ao longo do primeiro tempo para os jogadores do seu time. Sobre as reações do Ney Franco, silêncio total.

A equipe do SporTV, ao adotar esse comportamento, ignora o óbvio: quem está pagando para ver aquela partida é o torcedor do clube visitante. E ele tem direito a uma narração isenta, ou pelo menos disfarçadamente imparcial. 

Tecla SAP neles!

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São Paulo 2 x 1 Botafogo: A bola pune, JH

07pmSun, 20 Jul 2008 21:43:07 +0000ço 22, 2008 · 1 Comentário

                         

Ao comentar a desclassificação vexatória do flamengo na Libertadores, o técnico são-paulino Muricy Ramalho cunhou uma das frases do ano:

A bola pune.

Lamentável que a frase possa ser aplicado nesse domingo ao Botafogo. Pois o time fez a sua melhor exibição fora de casa e acabou punido com uma derrota tão injusta que, como observou o Pereirão, o Botafogo foi motivo de comentário elogioso inclusive do Rogério Ceni.

A rigor, o Botafogo jogou mal apenas nos primeiros 10 minutos, quando tomou um sufoco incrível, com direito a bola na trave e outra salva em cima da linha pelo Triguinho. Só Diguinho jogava naquele momento.

Depois equilibrou a partida e dominou amplamente a partida, com tabelas envolventes entre Jorge Henrique e Wellington Paulista e a zaga demonstrando segurança, além de eficiência nas laterais com Triguinho e Thiaguinho. Mas, na única desatenção, uma bola rápida enfiada com inteligência por Jorge Wagner deixou o Cazumba de cara para Castillo, que não teve alternativa a não ser cometer o pênalti. São Paulo 1 x 0.

O Botafogo não se abateu: continuou jogando bem até o fim do primeiro tempo tempo, demonstrando equilíbrio e aplicação. Até Lúcio Flávio estava mais ligado no jogo - enfiou uma bola precisa para Thiaguinho, que perdeu a chance ao chutar mal.

No intervalo, Ney Franco cometeu sua única falha: não colocou Carlos Alberto de imediato na partida. Esperou 10 minutos e, nesse ínterim, o time não rendeu muito, a não ser logo no início, quando LFlávio quase faz um belo gol, salvo em cima da linha pelo ótimo zagueiro Alex Silva (aliás, já pensou se ele compusesse a zaga alvinegra com o André Luiz, que diferença seria, hein?).

Quando Carlos Alberto entrou no lugar de Túlio, o time melhorou ainda mais e, em menos de dez minutos, C.A criou três jogadas perigosas, demonstrando que ele, em forma, tem que ser titular. E dá-lhe oportunidades perdidas para o visitante, duas delas por Jorge Henrique, uma por Thiaguinho. 

Sem opções, o São Paulo tentava apenas se defender. Sem criatividade, apelava para os chutões, como fez o zagueiro A.Silva aos 30 minutos, demonstrando a dificuldade de sair jogando por conta da marcação alvinegra.

Aí Carlos Alberto, num lance individual, disparou um chute que desviou na zaga e o Botafogo conseguiu o empate. Mas na sequencia, Jorge Henrique perdeu outro gol feito que teria sacramentado a virada.

E a bola, caprichosa, resolveu seguir o ditado de Muricy e puniu o melhor em campo.

Na única (não é força de expressão, foi a única mesmo) jogada de linha de fundo do São Paulo, Renato Silva perdeu a dividida para Aloísio, que tocou para trás, Jorge Wagner cruzou na cabeça de Dagoberto. Gol dos donos da casa no finzinho da partida.

Injusto? Claro! Mas as vitórias se definem quando as chances aparecem e são convertidas. Foi assim que o São Paulo foi campeão ano passado - joga feio, truncado, mas ganha. E é isso que importa.

Do lado botafoguense, ficam duas certezas, que servem de alento, apesar da posição novamente perigosa  na tabela:

1. O time tem técnico que sabe enxergar o jogo e mudar quando necessário, inclusive na substituição dos medalhões. Até porque agora há peças de reposição disponíveis para troca.

2. Nas três últimas partidas, o time reverteu a tendência de perder fácil fora de casa e ganhar com dificuldade dentro de casa. Ganhou com facilidade no Engenhão e vendeu caro a derrota no Morumbi. Mas ainda é cedo para comemorar: as duas próximas partidas dirão muito sobre a tão comentada nova fase alvinegra. Duas vitórias, garantia de estabilidade. Dois resultados ruins e a crise está de volta a General Severiano.

Assim eles jogaram:

Castillo - Talvez pudesse ter se antecipado no lance do pênalti. No mais, uma saída em falso que já virou rotina e algumas boas reposições de bola. Nota 5

Thiaguinho - Mais uma boa partida. Consistente na defesa, arrojo no apoio. Se acertasse o pé… Nota 7

Renato Silva - Não era a noite dele. Esforçou-se ao máximo, mas expôs sua limitação em momentos cruciais. Nota 5

André Luiz - Uma das melhores partidas pelo Botafogo. Antecipação, dividida e, mais importante, sem apelar para a violência. Nota 7,5

Triguinho - No primeiro tempo, deixou o ataque são-paulino se criar nas suas cortas. Aos poucos, acertou o posicionamento e pôde atacar com mais vontade. Falta acertar mais cruzamentos. Nota 6,5

Túlio - Começou mal e foi se recuperando. Não comprometeu e saiu na hora certa. Nota 5 Foi substituído por Carlos Alberto que mudou a característica do ataque alvinegro em pouco tempo, criando chances reais e sendo premiado com um belo gol. Nota 8

Diguinho - Um monstro no desarme. Errou alguns passes, mas nada comprometedor. Nota 7,5

Lúcio Flávio - Bem melhor do que contra o Santos, com ótimas enfiadas de bola e visão de jogo. Mas pouca objetividade, o maior problema no primeiro tempo, além de um gol perdido que teria mudado a partida. Nota 6 Foi substituído por Gil, que destoou do time inteiro: sem ritmo de jogo, facilmente desarmado e periculosidade zero. Nota 3

Jorge Henrique -  A chave da análise da derrota passa pelos pés dele. Criou bastante, se movimentou, deu ótimos dribles, infernizou a zaga são-paulina, lembrou os bons tempos do ano passado. Mas é atacante e quem joga nessa posição não pode perder tantos gols como ele perde - hoje tinha que ter definido a partida. Nota 6

Wellington Paulista - Não criou chances reais de gol, mas ajudou na marcação e fez um bom primeiro tempo. Ah, se ao menos uma das bolas que sobraram para o JH tivesse caído nos pés dele… Nota 5

Zé Carlos - Não brilhou nem comprometeu. Nota 6 Foi substituído por Lucas Silva que, mesmo com pouquíssimo tempo, se mostrou mais útil do que Gil. Sem nota

Ney Franco - O time está bem mais arrumado, especialmente na defesa. Acertou nas substituições, apesar da demora para a entrada de Carlos Alberto. Se souber trabalhar o grupo para ter 15, 16 jogadores em condição de ser titular, poderá dar alegrias à torcida. Nota 7 

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Juninho, de zagueirão a zagueirinho

07pmFri, 18 Jul 2008 23:04:45 +0000ço 22, 2008 · 1 Comentário

                       

Em primeiro lugar, a ressalva.

Não acho que o Juninho tenha traído o Botafogo ano passado quando, menos de uma semana depois de jurar que ficaria no clube, a imprensa divulgou que ele tinha sido negociado com o São Paulo. O grupo de investidores que comprou seu passe aproveitou a oportunidade para ganhar dinheiro; simples, assim.

E desconfio que, de todos os jogadores que saíram do Botafogo ano passado, o Juninho deve ser o que mais sente a mudança de endereço - na verdade, talvez ele e o André Lima sejam o únicos, mas deixemos essas mágoas para depois. Tanto é que, como revelou o site Arena Alvinegra, foi ele quem fez a ponte entre o Carlos Alberto e a diretoria botafoguense. 

Juninho deve lembrar com saudade dos tempos de Botafogo pelo simples fato que não conseguiu se firmar no São Paulo, muito longe disso: já virou até chacota na internet por conta de um drible que tomou do Valdivia no Campeonato Paulista. E, pior, com a chegada de mais dois zagueiros essa semana (Rodrigo e Anderson) no Morumbi, sequer será relacionado em algumas partidas.

Juninho: De capitão-xerife-ídolo para ”jogador que compõe o elenco” em menos de seis meses.

Juninho: De zagueirão, coisa que nunca foi mas nós insistíamos em não enxergar, a zagueirinho. 

Só espero que, no próximo domingo, quando Juninho pode fazer uma de suas últimas partidas como titular do time de Muricy, ele não resolva lembrar dos tempos de golaços com a camisa do Botafogo.

                                             

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Conexão Santa Fé-Mooca

07pmThu, 17 Jul 2008 18:12:35 +0000ço 22, 2008 · 1 Comentário

                      

Ao assistir a partida de ontem no Engenhão, o recém-contratado Zárate mencionou como destaque alvinegro o Jorge Henrique. Por motivos óbvios: o argentino está de olho na camisa 9 e também já quer entrar em sintonia com aquele que pode fazer as jogadas para ele concluir.

Mas acredito que o ex-centroavante do Unión Santa Fé, que terá duas semanas para entrar em forma e estrear no início do mês que vem, terá maiores chances de formar uma boa dupla de ataque com o próprio jogador que ele quer substituir: Wellington Paulista.

Nas três últimas partidas, especialmente contra o Santos, o Wellington desempenhou exatamente o que se pode esperar dele - a função de segundo atacante que atua fora da área e, quando aparece a chance, define o lance. Em relação ao JH, WP perde na habilidade mas, em compensação, corre o tempo todo, sabe chutar e não é fominha - parece se satisfazer tanto com as assistências quanto com os gols. Outra coisa importante: WP parou de cair o tempo todo, de chegar atrasado nas jogadas, de fazer tantas faltas e destroçar os nervos da torcida.

Enfim, Wellington readquiriu confiança. E dois lances no domingo, na Vila Belmiro, mostram sua importância para o setor ofensivo alvinegro;

1) No primeiro tempo, deixou Jorge Henrique na cara do gol e o baixinho não soube fazer o elementar (partir pra cima do Fábio Costa e forçar uma falta ou obter o drible).

2) Com apenas um toque de cabeça, tirou goleiro e zagueiro adversários da jogada, deixando Zé Carlos de frente para o gol  - e ZC desperdiçou ao cabecear pra fora.

Faltará, sempre, ao Wellington a força física para disputar com os zagueiros as bolas dentro da área. E essa parte crucial, a partir de agosto, pode ficar por conta do argentino.

Se o Zárate corresponder à expectativa, pode se entender muito bem com o Wellington, que poderá cair ainda mais pelos lados e puxar a marcação para fora da área, desorganizando as zagas adversárias.

Não se pode é cobrar do WP o estilo “matador” - essa não é sua característica.

E, antes que me perguntem: Não acredito no Gil em forma suficiente para barrar WP ou JH.

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Vieira e Ney: Rolou sintonia!

07amThu, 17 Jul 2008 11:31:53 +0000ço 22, 2008 · 2 Comentários

 
IMPRESSÃO ALVINEGRA

Pode ser cisma de torcedor, mas nunca fui com a cara do Geninho comandando o Glorioso. Parecia que ele não estava nem aí. Certamente o Fogão sangraria alguns preciosos pontos por mais rodadas.

Agora com Ney Franco, sinto diferente e pressinto bons momentos para nosso time. É arrojado e quer mostrar serviço (só espero que não seja vítima de alguns dirigentes e/ou empresários que insistem em colocar jogador-afilhado para atuar em detrimento de quem está bem nos treinos).

Liberdade para Ney Franco!!!!

Vieira

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Botafogo 4 x 0 Ipatinga: Alegria, alegria

07amThu, 17 Jul 2008 00:52:02 +0000ço 22, 2008 · 1 Comentário

                   

Sete dias depois de tomar cinco gols numa mesma partida, o mesmo time faz quatro também em 90 minutos. Vai entender o futebol…

Como não pude assistir ao primeiro tempo de Botafogo x Ipatinga e obviamente foi nesses primeiros 45 minutos que o resultado foi construído, ficarei devendo as notas individuais e a crônica da partida dessa quarta-feira. 

Mas, do que vi no segundo tempo com o jogo praticamente definido, destaco o que gostei e recorro à árvore genealógica e aos amigos para comentários pormenorizados sobre essa vitória expressiva e num momento importante do primeiro turno do campeonato. Eis os destaques:

* A raça de Thiaguinho, dividindo pra rachar uma bola aos 35 minutos do segundo tempo com a vitória totalmente assegurada, deu gosto de ver e simboliza o grande jogo que ele fez. Os dois gols do Jorge Henrique têm sua co-autoria. Por falar no motorzinho, a sombra do Gil fez bem - JH se movimentou bastante, mostrou que está incomodado com a concorrência e isso é positivo. E a má fase do Wellington, três gols em três jogos, parece ter ido embora. Que não volte nunca mais a General Severiano.

* Espero que Renato Silva tenha gasto sua cota de desastres pessoais nessa partida. Mesmo vencendo por 4 x 0, conseguiu ser driblado até pelo gramado. É porque os atacantes ipatinguenses (?) não são, digamos, dos mais competentes. Mas se o RS vacilar assim contra o São Paulo…

* Do Pereirinha: “O time criou muitas chances de gol, o Thiaguinho participou da maioria das jogadas, Túlio jogou bem mas perdeu uma grande chance, o time também contou com os vacilos do Ipatinga, Castillo nem trabalhou direito porque a bola nem chegou nele, o árbitro apitou muitas faltinhas. Mas foi muito melhor do que aquela lambança no segundo tempo contra o Santos, que foi de matar!”

* Do Pereirão: “Estou gostando de ver. Com o Geninho não tinha pra onde ir! O Ney já conseguiu mudar o espírito do time. Thiaguinho fez uma partida sensacional, Zé Carlos fez outro golaço e o Wellington também. Agora vamos ver contra o São Paulo”

* O Túlio comprovou que está novamente em ascensão e voltou a jogar bem, bastante acionado e fazendo ótimas ultrapassagens. Por falar no meio-campo, alguém sentiu falta do Carlos Alberto? Não nesse jogo.

* Mesmo que seja por apenas 24 horas, dá um alívio danado ver o Botafogo na parte de cima da tabela…

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Ney, O Franco-atirador

07pmWed, 16 Jul 2008 12:49:43 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

“Posso afirmar que o resultado contra o Santos seria outro se eu tivesse mais tempo de trabalhar com a equipe”

Ney Franco, em O Globo dessa quarta-feira, em demonstração explícita de auto-confiança…com uma boa dose de marra.

Como eu já disse após a entrevista no intervalo do jogo contra o Santos: Ney acabou de chegar e já sentou na janelinha.

Bom, hoje contra o seu ex-clube Ipatinga, Ney pode então ser integralmente responsabilizado por qualquer resultado.

Que, em caso de adversidade, ele ao menos mantenha a coerência.

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As crônicas do Pereirão - Harry, o goleiro

07pmTue, 15 Jul 2008 20:16:18 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

                                   

A maior defesa de Harry Carey

C. Pereira
Harry Carey foi, ao longo da história do futebol da Paraíba, o goleiro mais famoso do Treze Futebol Clube. Por muitos anos, no arco trezeano ou nas traves da seleção paraibana, cuja camisa também envergou, ele se tornou um personagem lendário no nosso futebol.
A começar pelo nome, esquisito para os dias de hoje, mas de  fácil compreensão naquele tempo. Filho de pais índios, nascido em Águas Belas, Pernambuco,  praticamente se criou e se fez conhecido como jogador em Arcoverde. O seu nome de batismo era Sebastião mas o apelido lhe foi dado porque o menino não perdia a  matinê dos domingos do cine Bandeirante da cidade que passava seriados de faroeste cujo principal ator era Harry Carey (foto acima), famoso pelas peripécias que desenvolvia ao longo dos seus filmes de aventuras.
O moreninho Bastião passou a imitar Harry Carey nas peladas que jogava junto com outros meninos do bairro – pulando, voando, dando salto mortal e Arcoverde viu  naquele menino  uma promessa para o futebol local. Treinando sem compromisso no time reserva do Democrático, um diretor do clube o observou e pediu permissão ao pai do garoto para que ele fosse jogar no time principal.
Assim começou a sua carreira que teve momentos de glória, principalmente nas defesas eletrizantes que fazia defendendo o arco do Treze, da seleção da Paraíba e até pela seleção do Ceará, onde jogou algumas vezes.
Eu, ainda garoto, freqüentador assíduo do campinho do Cabo Branco, em João Pessoa, lembro de alguns jogos de que Harry Carey participou. Um deles ficou na minha memória e até hoje parece que o estou vendo: O Botafogo enfiou 4×1 no Treze e, num dos últimos gols botafoguenses, Harry Carey voou tão alto que, não conseguindo evitar que a bola entrasse, ficou com um dos pés presos nas redes – para delírio da torcida do Botafogo.
Recordo também que num dos anos de disputa do campeonato brasileiro de seleções, a Paraíba jogou contra Pernambuco e no primeiro jogo, aqui no Cabo Branco, tomamos uma goleada de 5 x 1. Arnaldo Von Shosten foi o juiz e recordo que, no intervalo, conversando com os torcedores postados junto ao alambrado, Arnaldo (sério, honesto e respeitado) disse claramente que o time local – do jeito que as coisas estavam caminhando – iria perder de muito, até porque o nosso goleiro não era Harry Carey.
Pois bem, no segundo jogo, no Recife, Harry Carey foi escalado e pegou até pensamento e de lá não saímos com uma vitória, porque o juiz achou de marcar um penalty a favor da seleção pernambucana – arrancamos um honroso empate de 1×1 e Harry Carey foi considerado o melhor jogador da partida.
 Essa trajetória brilhante de Harry Carey  não o fez independente  com o que ganhou no futebol. Ao morrer, ele mantinha um modesto bar em Mataraca, às margens da BR-101, quase na divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte.
 A não ser por aqueles que o viram e nunca esqueceram as espetaculares defesas que o transformaram numa verdadeira lenda do futebol nordestino, o que se guarda mais em Harry Carey é a resposta  interessante que deu a um repórter, ao ser indagado de qual a maior defesa que tinha feito na sua carreira de goleiro:
 - Foi uma bola atrasada pelo compadre Urai que ia me pegando desprevenido. Mas consegui voar e, bem no ângulo tirei com a mão e joguei a bola pra escanteio…
Para quem não sabe, Urai era um vigoroso negrão, beque central do Treze que jogou por muito tempo ao lado de Harry Carey e padrinho de um dos filhos do goleiro.
       

C.Pereira é jornalista e alvinegro, não necessariamente nessa ordem

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Elogio à loucura

07pmTue, 15 Jul 2008 17:41:31 +0000ço 22, 2008 · 1 Comentário

             

A disposição do grupo Loucos Pelo Botafogo é de arrepiar.

Pintar por conta própria os muros do Engenhão com as cores e o escudo alvinegro, como mostra a foto acima publicada no blog MCRocha, representa uma demonstração coletiva de amor pelo clube como poucas vezes testemunhei.

Parabéns, loucos!

 

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O Strelci de Adrijano Felisio!

07amTue, 15 Jul 2008 00:50:39 +0000ço 22, 2008 · 1 Comentário

 

As imagens acima são do jogo amistoso vencido pelo Botafogo B em Belgrado contra o Partizan, o time que contratou o Juca: 2 x 1, após o vexame do 6 x 0 para o time suíço do Old Boys. Chamo atenção para três coisas:

1. A súmula registra um dos gols para o capitão (!!!) do time, Adrijano Feliisio, mas só acreditarei que o InFelício marcou pela primeira vez com a camisa alvinegra quando ver o lance. Terá sido de cabeça? de pênalti? Após brilhante jogada individual? De canela e com os olhos fechados? A torcida alvinegra precisa ver com os próprios olhos para crer nesse milagre. E não precisa passar no Globo Esporte, serve no YouTube.

2. Para um amistoso de times parceiros, o clima foi um jogo bem disputado, não? Sangue, expulsão, divididas duríssimas… e o golpe de karatê do Fábio na penúltima foto, hein?

3. Carros parados pertinho do gramado? Isso é um estádio ou um campo de treinamento? 

Por fim, que tristeza: as fotos acima foram retiradas do endereço oficial do Partizan na internet. E o site do alvinegro sérvio é muito melhor que o site do alvinegro brasileiro…

Abaixo, a ficha técnica da partida, pela qual deduzi que o anfitrião teve um jogador expulso e que gol, no idioma deles, é strelci. Atenção para as grafias dos nomes dos jogadores alvinegros!

Drugi trening meč na pripremama u Švajcarskoj
Mesto odigravanja: Fussballanlage Wissenhusen, Schötz
Početak u 18:30h

Šulc – Gledalaca: 500.
Sudija: Masimo Busaka (Švajcarska).

Strelci: Diara u 25. za Partizan, a Adrijano Felisio u 23. i Fabio u 45. minutu (jedanaesterac) za Botafogo.
Žuti kartoni: Đorđević, Žuka i Čadikovski (Partizan), Slavio Para (Botafogo).
Crveni karton: Nenad Đorđević u 59. minutu (Partizan).

Partizan: D. Božović, Stevanović (od 65. Sikimić), Đorđević, Ngambi (od 76. Knežević), Obradović, Žuka, Fejsa (od 76. Lazić), Moreira, Tošić, Čadikovski (od 46. Bogunović), Diara (od 80. Paunović).

Botafogo: Luis Žilerne (od 46. Leandro), Žogle (od 70. Edsen), Alan, Rodrigo Fabijano, Romario, Velington Žunior (od 75. Rodriginjo), Flavio Para, Eduardo (od 87. Žoakin), Fabio, Adrijano Felisio (od 86. Dijego), Tijago Marin (od 68. Žunior).

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Bem-vindo, Gil: O retorno do Vieira!

07pmMon, 14 Jul 2008 21:21:13 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

Um jogador do perfil do atacante Gil é o que o Botafogo precisa. Acertaram (desta vez) os dirigentes. Ele é bom de passe e de finalizações. Com ele, Wellington Paulista (se não ficar caindo como joão-bobo) terá mais opções diante do gol, coisa que, ao lado de Jorge Henrique (nosso enceradeirinha), não vem fazendo.
Bem-vindo, Gil. Bem-vindo, Carlos Alberto. Bem-vindo, Ney Franco.

Vieira

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Lição de profissionalismo

07pmMon, 14 Jul 2008 18:43:35 +0000ço 22, 2008 · Não Há Comentários

Não tem a ver com o Botafogo, mas a cena descrita abaixo ilustra bem o nível de compromisso dos jogadores com seus clubes - e, por tabela, com a torcida.

Um amigo alvinegro cruzou com Thiago Neves na fila de embarque do aeroporto do Galeão, por volta de 21h do último sábado, de malas prontas para ir a Curitiba, 50 minutos depois do encerramento do jogo flu x vitória.

Depois de pedir autógrafo para o filho de amigo tricolor, perguntou:

- Jogou hoje, Thiago?

- Joguei, mas combinei com o Renato de sair mais cedo, porque não podia perder o vôo.

Moral da história: desconfiem sempre das alterações táticas de seus treinadores, independente do clube. Às vezes, o jogador já combinou com o chefe de sair mais cedo do trabalho e a torcida ali, acreditando, que o cara ficou revoltado com a substituição…

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